Monday, August 29, 2005

Wicker…

Mais uma vez, qual Mário Augusto, venho-vos falar de mais um filme. Ou melhor, de mais um FILME. Chama-se “Wicker Park” e em português tem o “bonito” nome de “O Apartamento”. Existe há alguns anos (desde 1996) um filme francês chamado “L’Appartement”. Filme esse que inspirou este Wicker Park e ainda bem que assim foi.

Este filme é muito, muito bom. Dá voltas e mais voltas durante os seus largos minutos, mas nunca se desvia do principal, da linha que o orienta. O elenco é excelente (que bom que é ver a Rose Byrne…), o argumento é original e está muito bem realizado. O filme termina com uma das melhores cenas do cinema e mesmo só quem não está em pleno exercício das suas funções cognitivas é que consegue passar indiferente a este final. Até porque, a música The Scientist dos Coldplay, adquire um significado diferente depois do filme, muda tudo… Até parece que aquela música foi feita para aquele filme…

Só vos posso dizer para verem o filme, não vos posso obrigar. Se pudesse, fazia-o. Mas como não posso, aconselho-vos vivamente a ver “Wicker Park”. Quem não o fizer nos próximos 5 dias será impotente sexual durante mil milhões de anos. Ou então não…

Vejam o filme.

 

Luís Peixoto, the Scottish

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Friday, August 26, 2005

C’est magnifique!

Audrey Tautou

 

A melhor exportação francesa. De sempre…
E pensar que vai estar no Código da Vinci adaptado ao cinema…

Vive la France!

 

Luís Peixoto, the Scottish

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Wednesday, August 24, 2005

Folhas Caídas

Folhas caídas

Ainda oiço a tua voz lá ao fundo,
Tão longe que duvido da tua presença.
Recordo o olhar que entrou no meu mundo,
Perdido, sofrido, a cortar de forma intensa.

Acho que ainda hoje te consigo ouvir
Por detrás de todo este ruído.
Sabes bem que foi impossível não cair…
Mesmo assim sinto que nada foi perdido.

Nem um segundo teu eu perdi, nem sequer um olhar,
Sempre guardei em mim cada momento.
Nunca te olhei sem ter medo de me virar,
E ainda hoje me olhas e queimas cá dentro.

Hoje recordo as tuas palavras como devia,
E só hoje consigo ver o que somos.
Só tenho medo de pensar em tudo o que sabia,
Ignorando o que sei que nunca fomos…

 

Luís André Peixoto

 

 

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Tuesday, August 23, 2005

Boas vindas!

Escrevo este post com muita alegria, pelo facto de ver que um antigo amigo apareceu por cá! Sê bem vindo Berto, já não te víamos há uns tempos…

Ou como nós gostávamos de dizer, “Oh Baaaaaaarto…”. Abraço.

 

Luís Peixoto, the Scottish

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Monday, August 22, 2005

Um ano

Pois é, este cantinho já tem um ano. Não com este nome, mas isso é o que menos interessa, o conteúdo pretende sempre ser o mesmo. Há um ano atrás escrevia eu o meu primeiro post no blogspot.com, todo contente, ainda sem saber bem para que servia um blog. É certo que tive cerca de um mês um blog no sapo.pt, mas oficialmente, hoje faz um ano que escrevo para aqui. E ainda bem que o faço, porque os blogs vieram trazer uma nova vida à Internet, e até a algumas pessoas. É sempre bom podermos dizer o que nos apetece sem que nos chateiem…

Por este ano, obrigado aos que reservam 5 minutos do seu dia para ler o que se escreve por aqui…

 

Luís Peixoto, the Scottish

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Saturday, August 20, 2005

Recomenda-se…

Eu recomendo…

Música: Lori McKenna - Beautiful Man;

Blogs: http://actosfalhados.blog.com;

TV: Desperate Housewives.

E por hoje é tudo.

 

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Alta fidelidade

Hoje decidi escrever sobre um tema que levanta sempre alguma polémica, principalmente entre sexos. Aquando de uma das minhas muitas incursões pela cozinha, reparei que estava a dar o programa da TVI, “Fiel ou Infiel?”. Pois bem, confesso que não fiquei a ver, até porque me deu uma enorme vontade de escrever sobre isso aqui.

Sou daqueles que engloba este programa na denominação “Cócó televisivo” na escala de qualidade televisiva… Não posso negar que já o vi uma ou outra vez, até porque convenhamos, muitas das vezes é agradável à vista. No entanto, é de tal forma irritante e repugnante que não consigo ver mais de 10 minutos seguidos. E porquê? Porque tem um apresentador que parece saído directamente de algum festival de “Como enxovalhar o próximo?”, porque não dá nenhum tipo de contributo a nível cultural (que tanta falta faz ao nosso país…), porque explora até aos limites a dignidade a que todos temos direito a partir do momento em que nascemos. Aristóteles diz que “Todo o ser humano tende para o bem…”, mas é óbvio que nunca viu este programa… Há mesmo seres humanos que tendem para o mal e exploram ao máximo quanto podem os outros. É certo que só lá vai quem quer, há até quem diga que as histórias são reais mas interpretadas por actores no programa (o que me parece credível), mas não nos podemos esquecer que, a ser verdade tudo o que ali se passa, ninguém devia ser exposto daquela forma, mesmo que o permita…

No entanto, como diz um colega meu, “Eu ao ver imagino se fosse comigo…”. E é mesmo isto que nos faz ver o programa. Não só, mas também. É agradável à vista e expõe a vida alheia como nunca (coisa que todos nós adoramos de ver) e além disto coloca-nos a pensar nos nossos casos. E se fosse eu? É o que muitos de nós já pensamos. Pois é, no fundo, todos temos pontos fracos, um deles é o de ser-nos extremamente difícil resistir a certas coisas. Uma dada altura vi um programa em que um homem era assediado por três (!!) mulheres. Isto não é um pouco sobre-humano? Parece-me que sim. É que há um certo limite para tudo. E isto coloca-nos a pensar que por muito que amemos alguém, a carne é um prazer muito difícil de resistir. Claro que há que fazer um esforço, mesmo sobre-humano para resistir (quando é necessário), mas muitas das vezes é quase impossível. Claro que sou contra todo o tipo de traição, principalmente traição passional, mas dá que pensar…

No fundo, o programa é péssimo, é desprovido de mensagem, não tem qualidade na apresentação… Qualidade só mesmo no aspecto visual (e nem sempre…). Mas no meio disto tudo, o problema é que nos deixa a pensar se fossemos nós a estar ali… E há que acabar de uma vez por todas com o mito de que os homens são os únicos infiéis…

Vão pensando… E comentando…

 

Luís Peixoto, the Scottish

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Tuesday, August 16, 2005

Sombra

 

 

Vamos saír deste círculo fechado
Porque lá fora há um novo mundo, o do querer.
Não tem que ser este o nosso fado,
Ás vezes não chega apenas parecer!

Estes fios que nos prendem e sufocam
São como teias tecidas por nós,
Quase nos afogam, quase que nos cortam.
Chega, queima-me estas cordas com a tua voz.

Tira-me esta sede, tira-me esta fome,
Não me deixes sozinho contra tudo.
Pelo menos leva-me contigo,
Nem que seja para me esquecer
Desta velha forma de viver.

Tudo é novo, mas nada se renova,
Parece que esquecemos o passado.
Vá lá, é só mais uma prova…
Não quero sentir que sou um ser acabado.

Parece que ninguém quer existir,
Afinal parece que sou só eu…
Este último fôlego faz-me sentir
Que tudo que é vida em nós ardeu…

Só te queria dizer que afinal,
A tua sombra é aquilo que tu nunca ousaste ser…

 

Luís André Peixoto

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Monday, August 15, 2005

Código de libertação

Ao longo destes 20 anos de vida, aprendi muita coisa. E uma dessas coisas que me ensinaram e nunca esqueço, é saber a dar o braço a torcer (não muito senão pode doer) e a reconhecer os erros. Um desses erros foi ter criado uma opinião sobre o livro “O Código Da Vinci” sem o ter lido (erro enorme). Pois é, hoje acabei de o ler. E ainda bem que tive a feliz ideia de o ler. Por isto, sinto-me na obrigação de fazer uma pequena análise a esta obra, que me parece muito actual e pertinente.

Como um simples romance, este livro é muito bom. Tem boas personagens, tem bons “cenários”, tem muitos ingredientes de interesse (intriga, pormenores sórdidos que todos gostamos de ler, revelações…) e tem, acima de tudo, um tema interessantíssimo. Eu diria até que a personagem de Sophie Neveu dá vontade de ter em casa, só para nós, quase num acto de egoísmo. O livro é vício do princípio ao fim e são 500 e poucas páginas que parecem 50… É muito bom.

Passando ao ponto fulcral do livro, este pretende ser quase um documento histórico. E tem potencialidades para isso. Juntamente com alguns livros que abordam este tema (alguns apenas, porque muitos deles são puro amontoado de folhas…) pode vir a fornecer importantes dados para um futuro próximo. Confesso que o tema “mexe” com muita coisa, conceitos estabelecidos há séculos. No entanto, não o encaro como um documento que apela ao ateísmo ou ao agnosticismo. Obviamente, qualquer pessoa bem instruída, vê que a instituição humana chamada “Igreja Católica” necessita rapidamente de mudanças, de uma metamorfose geral que lhe permita adaptar-se ao século XXI e aos que se seguirão. Conceitos que são hoje tomados pela Igreja como regras, são obviamente, medievais. No entanto, por vezes surge nas entrelinhas do livro, uma ideia também ela medieval de que a Igreja é um conjunto de pessoas muito más que tem túneis de dinheiro por baixo do Vaticano. Não o é. E isso mesmo é dito por R. Langdon (que para mim, é uma personagem claramente inspirada no próprio autor do livro) num dos capítulos, quando ele refere que é necessário reconhecer o enorme contributo que a Igreja Católica já deu e continua a dar em muitos quadrantes da sociedade. Um deles é na ajuda humanitária. A Igreja tem desempenhado um papel importantíssimo na ajuda a países sub-desenvolvidos, seja através do envio de missões, seja através de encontros mundiais que pretendem desenvolver um espírito de solidariedade e companheirismo. E por favor, não me venham com a história típica dos túneis do Vaticano que contém rios de dinheiro e que eles querem dominar o Mundo… Vá lá, isso já não cola. O Banco do Vaticano tem muito dinheiro? Tem. E quantos países não têm contas bem mais chorudas enquanto olham para a sua população em claro sub-desenvolvimento? A Igreja possui bens materiais luxosos? Possui. A maior parte deles são património mundial… É uma instituição como outra qualquer…

Mas avançando, este livro conta a história mais conhecida do Mundo de uma outra perspectiva, muito interessante. Eu pessoalmente, sempre me custou a acreditar em muita das coisas que me contavam e sempre fui um pouco revoltado em relação à instituição humana que é a Igreja Católica. Atenção, eu referi instituição humana. Até porque, a meu ver, nunca foi esta a Igreja que Deus quis. Sempre fui contra a ideia do senhor de barbas sentado numa cadeira lá em cima, a enviar trovões para castigar os maus. E sempre o serei.

No fundo, este livro deixou-me até bastante contente, pois mostrou-me que afinal, há mais gente que pensa como eu e embora não acredite no futuro da Igreja Católica assim como a conhecemos hoje, não deixa de acreditar em algo mais. Foi quase uma lufada de ar fresco que todos precisávamos. Afinal de contas, isto até me “aguçou” a fé que já possuía, não na Igreja, mas em algo superior. Até porque é bem mais credível um Cristo como é descrito no livro do que o Cristo que a Igreja inventou e até arriscaria dizer que é muito mais saudável e libertador acreditar nesta nova versão da história. Embora eu não goste de falar na “Igreja” num todo, pois é como em tudo, há bons e maus, há pessoas dignas e indignas em todas as instituições. E sinceramente, parece-me que esta mesma Igreja pode sofrer transformações internas, com a chegada de novas pessoas, como está a acontecer. Falem com um sacerdote com 60 anos e falem com um de 30 e comprovem a diferença. E olhem que até sei do que falo…

Resumindo, este livro é aconselhável a todos, mesmo aos mais cépticos em relação ao mesmo, como eu o era. É bom e recomenda-se. Havia tanto para dizer sobre o livro que se calhar, um dia vou reler o mesmo e voltar a escrever sobre ele. Se calhar nunca vamos saber a verdadeira versão da história, pois se há coisa que eu aprendi este ano, é que a verdade e a realidade são relativas, são apenas aquilo que nós vemos. O que não quer dizer que seja a verdadeira realidade…

Este livro aguça ainda a vontade de passear pela Europa e descobrir como é belo este continente… E digo-vos, para quem já visitou alguns dos locais referidos no livro, este livro dá uma espécie de saudade cá dentro e uma sede e vontade de percorrer todos aqueles locais. Ahh, quase que me esquecia, tinha que lá estar a Escócia no meio… O filme até toca um bocadinho na mitologia celta e nas antigas religiões celtas, chamem-lhe paganismo ou não… O que é certo é que lhe dá um toque de fininho e ainda bem, porque eu sou um grande admirador dessa cultura, que pratica o culto do feminino, que há muito foi esquecido pelas religiões actuais, que têm subjugado o quanto querem o feminino.

Resumindo, acho que ser crente ou não, não torna alguém mais ou menos inteligente, como às vezes se apregoa por aí… Se há coisa que este livro nos ensina, é a saber ver os dois lados da questão…

 

Ouvi falar no filme de “O Código Da Vinci” e assusta-me um pouco. O livro é tão bom que se calhar o filme vai desiludir… Até porque um livro é sempre um livro…

 

Luís Peixoto, the Scottish

 

Posted by Scottish at 17:07:56 | Permalink | Comments (5)

Bem vindos

Sejam bem vindos à vossa nova casa no mundo novo que é o dos blogs. Digo vossa casa pois é também a minha nova casa na internet. E a minha casa é a vossa casa. De realçar que apenas mudei de espaço, não de blog. O conteúdo pretende ser o mesmo.

Gostaria de explicar as razões que me levaram a mudar de espaço. São duas. Como já devem ter reparado, no meu anterior espaço, comecei a ser invadido por “comments” automáticos, em inglês, que têm como único objectivo fazer publicidade. O blog.com salvaguarda isso, ao pedir a introdução de um código após escrever o comentário (admito que só agora percebi a razão desses cógidos). Esta foi uma das razões que me levou a mudar de espaço. A segunda razão tem a ver com o facto de aqui, no blog.com ter a possibilidade de dividir o meu blog em categorias, em álbuns, ou seja, não precisa de estar tudo “a monte” no mesmo espaço, o que é muito conveniente, pois o que escrevo não é tudo igual.

Posto isto, resta-me dizer que conto com a vossa presença assídua neste espaço que pretende manter os traços orientadores do anterior. Como referi anteriormente, o espaço do blog mudou, o blog não.

 

Luís Peixoto, the Scottish


Posted by Scottish at 16:17:53 | Permalink | Comments (2)