Tuesday, September 27, 2005

O regresso

Pois é… Cá estamos nós no ano lectivo de 2005 / 2006. Confesso que já sentia alguma falta deste ambiente de Faculdade. Rever os amigos, rever os professores, rever a nossa sala da tuna… Este ano estamos cheios de vontade de ir para a frente com todos os nossos projectos. Mais um ano de trabalho, mas de muita esperança. Esperança num futuro de sucesso a muitos níveis. Escrevo este post para assinalar este regresso. O regresso às aulas. E não só… Felizmente também regressei à minha melhor forma psicológica. Com a ajuda de todos, claro. Um grande obrigado aos que se mostraram disponíveis.
Estamos cá para mais um ano de trabalho e muita, muita rambóia!

Um abraço,

 

Luís Peixoto, the Scottish

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Friday, September 23, 2005

O menino dos sonhos

Era uma vez um menino…
Um menino que nasceu na Terra dos Sonhos. Aqui, todos podiam sonhar. De dia, à noite, acordados, a dormir, o importante era sonhar. As casas eram feitas de sonhos, as ruas, os prados, as nuvens, o céu, o sol, tudo era feito de sonhos. O menino queria algo mais. Os sonhos não eram suficientes para ele.
Então este menino sonhou que um dia, ia ter uma máquina que transformava os sonhos em realidade. Trabalhou, chorou, sorriu, acima de tudo, viveu, até que conseguiu tudo o que queria para construir a máquina. Toda a Terra dos Sonhos invejava a sua criação. E toda a Terra dos Sonhos se reuniu para ver o menino a transformar os seus sonhos em realidade…
Um dia, ele quis mostrar a máquina a todas as pessoas da Terra dos Sonhos. Todos foram ver. O menino, cheio de vaidade, disse:
- “Finalmente, posso transformar os meus sonhos em realidade… Todos eles…”.
As pessoas olhavam e comentavam. Não pareciam muito convencidas. Mas se ali, os sonhos estavam por todo o lado, porque não deixar o menino sonhar?
Ele entrou na máquina e pensou em todos os sonhos que ele tinha. De súbito, apareceu um pote de ouro. Logo após, um camião de chocolates. A seguir, chegou um comboio, todo ele cheio de brinquedos. Então o menino pensou:
- “Falta-me algo…”.
Continuou a pensar… Até que exclamou:
- “Sim! É isso! O meu maior sonho é ser feliz!!”.
Mas nada. A máquina nada fez. Nenhuma luz se acendeu, nenhuma alavanca se moveu. Tentou mais uma vez. E mais uma… As pessoas riam-se enquanto iam embora, comentando umas com as outras. Todas, excepto uma.
Ele não conseguia entender porque é que a máquina não lhe dava a felicidade. Era um sonho como os outros, pensava ele… Até que alguém se aproximou. A única pessoa que não tinha ido embora e não tinha feito troça do menino. Aproximou-se, sentou-se junto ao menino e perguntou:
- “Porque choras?”.
Ele respondeu:
- “A minha máquina não me dá este sonho…”.
O menino chorou, chorou e continuou a chorar. A pessoa que estava com ele, continuou ali, sem dizer mais uma palavra sequer. Até que o menino, já sem mais lágrimas para chorar, perguntou:
- “Não te vais embora? Vais ficar aqui comigo?”.
- “Sim, até que sejas feliz…” - respondeu o desconhecido.
- “Então vais ter que ficar aqui para sempre…” - diz o menino.
Com toda a calma do Mundo, o desconhecido respondeu:
- “Sim, porque não? Se for preciso, fico…”.
E continuou a falar com o menino até que lhe disse:
- “Sabes. A máquina não te dá a felicidade. Sabes porquê? Porque não depende dela e muito menos de ti. A tua felicidade depende dos que estão contigo…”;
O desconhecido limpou as últimas lágrimas ao menino, dizendo:
- “Não chores. Eu nunca te abandonarei. E mesmo que não me possas tocar, eu prometo-te que vou estar sempre contigo. Pensas em mim e eu estou aqui.”.
O desconhecido afastou-se. Afastou-se até o menino não o conseguir ver.
Por fim, o menino levanta-se, olha à volta e não vê ninguém. O verde dos prados da Terra dos Sonhos parecia ser dele, o sol, parecia verdadeiro. Tudo aquilo parecia verdadeiro e não um sonho. O menino ergueu os olhos para o céu e pensou:
- “Só me falta um sonho… E não vou precisar desta máquina…”. Destruiu a máquina.

Descobriu que afinal, a verdadeira máquina dos sonhos, era ele próprio…

 

Luís Peixoto, the Scottish

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Sonhos Perdidos

Sonhos perdidos

Sinto o passado a voltar
E não encontro coragem para seguir…
Não consigo, é muito difícil continuar
Não vou ter tempo para conseguir…

O medo sou eu. E o medo não devia ter medo.
Mas eu tenho e não consigo deixar de ter.
Eu sinto que mesmo assim é demasiado cedo,
Não podes vir, pelo menos, sem eu saber?

Nenhuma estrela me guia agora.
Sinto que as luzes já não me agarram.
Não vejo o brilho de outrora,
Tal como eu, as estrelas já se apagaram.

A última lágrima não se distingue das outras,
Há demasiadas a caír e nada me acalma.
Este rio não pára. As lágrimas, são tantas…
Cada uma traz com ela uma réstia da minha alma.

Percebo que estou a acabar. Nada mais existe em mim.
As lágrimas, secaram. O sorriso, fechou…
Pergunto uma última vez se tem mesmo que ser assim.
Não sei. Talvez amanhã me respondam que nem tudo acabou…

 

Luís André Peixoto

 

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Wednesday, September 21, 2005

God will forgive me…

Hoje sinto-me mal. Não apenas porque me sinto mal fisicamente. Sinto-me mal comigo, com o que me rodeia. Não sei bem porquê, ou se calhar até sei, mas tenho medo de o admitir.
O simples facto de estar a escrever faz-me sentir mal. Nem a música “I Remember” do Damien Rice me faz sentir melhor. Às vezes parece que há algo que inveja a nossa felicidade. Parece que sentimos alguém a tolher-nos a alegria de viver, mas que não sabemos quem é, ou o que é. Se tivesse todo o poder do Mundo, ninguém era infeliz. Pelo menos por mais do que um dia. Um dia chega. Chega para vermos que não há nada que consigamos controlar. Tudo nos foge. E por muito que nos criem a ilusão contrária, apercebemo-nos sempre disso.
Ontem fui ver o “The Hithickers Guide to the Galaxy”. Sabe bem pensar como o filme. É bom imaginar que os planetas são construídos numa fábrica de planetas e que os humanos não passam de experiências controladas por ratos. E é bom saber que ninguém sabe qual o sentido da vida. O grande computador responde que é “42″. E diz-nos, com palavras sábias, que para percebermos a resposta, é preciso saber qual a pergunta. É isso que nos falta. Afinal, existirá algum sentido da vida? Ou somos apenas mais uma ínfima parte de um puzzle com milhões de peças? Mas se assim for, somos importantes na mesma…

Não sei. A única coisa que sei é que me sinto mal. Mas não me resigno.
A tristeza nunca me venceu. E ainda não é desta… A felicidade volta sempre.

 

Luís Peixoto, the Scottish

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Tuesday, September 20, 2005

Ainda me lembro…

Estava a ouvir uma música, creio que nem importa muito qual. Mas lembrei-me de um dos melhores cenários que vi até hoje… Até procurei umas fotos de pôr do sol, no Google. Cheguei à conclusão que nenhuma ilustra o que vimos. Vocês lembram-se daquele pôr do sol…

Obrigado Bayona. Estaremos sempre por aí…

 

Luís Peixoto, the Scottish

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Monday, September 19, 2005

Somos muchos…

 

Não sei se a sensação de vazio que fica depois deste fim-de-semana dura mais do que um dia. Mas mesmo que não dure, ela está cá. Vazio porque passamos três dias indescritíveis, muito provavelmente uns dos melhores dias destes 20 anos, mas que já acabaram. Mas para além do vazio, fica a sensação de que algo ficou incompleto, deixamos algo a meio, não sei. Parece que uma parte de mim ficou lá, naquela areia, naquela água, naquela madeira…
Mas, o vazio é logo preenchido com a certeza de um dia repetir esta vivência, de um dia voltar ao local que foi a nossa casa por três dias. E foi a nossa casa verdadeiramente. Uma casa preenchida de alegria. Uma casa que nos acolheu como se fosse nossa para sempre. E será, pelo menos na minha memória.
O número 65 passa agora a ter mais sentido. O conceito de férias adquire nova definição. Falo por mim, mas vivi três dias que valeram por quase três meses de férias. O trabalho está aí à porta, os dias de cansaço, as noites, ou melhor, as madrugadas de trabalho aproximam-se vertiginosamente de nós. Mas já as conhecemos. E só temos medo do desconhecido.
O que me deixa mais contente, apesar da sensação de vazio que precede estes grandes momentos, é saber que ninguém perdeu. Todos ganhámos. Eu ganhei porque me descobri, eu ganhei porque me encontrei. E além disso, descobri novas pessoas. As mesmas, mas novas pessoas. Porque eu vi coisas que nunca tinha visto. Porque eu ri como eu nunca tinha feito. E porque eu senti o que nunca tinha sentido. O quê? Senti que as melhores coisas da vida são as simples. É a areia da praia. É a água do mar. É a estrela que ilumina o céu. É a lua que ilumina a escuridão. Mais ainda, são os amigos. E de uma coisa eu nunca me vou esquecer. Nunca nos vi a rir assim. E que maravilha era sentar na cadeira de palha a olhar para o mar, a ouvir a guitarra que não se calará enquanto por cá estivermos, a reunir à mesa para algo muito mais forte do que uma simples refeição…
Eu podia fazer aqui um resumo do que se passou nestes três dias. Mas não o faço. Porque quem não esteve lá nunca iria entender o que foram estes dias, nunca iria perceber como nós o percebemos. Nunca iria ter presente na memória as imagens que nós temos ao ler este texto.
Há laços muito mais fortes do que pensamos. É curioso pensar que há apenas um ano atrás, isto era quase uma miragem.

Aposto que com meia dúzia de palavras vos posso fazer recordar quase tudo. Vai uma aposta?

“Natascho”;
“Somos muchos!!”;
“No nos comeis…”;
“Tá fechado!!”;
“AV”.

Acima de tudo, trago comigo a sensação de que aprendi e cresci. É difícil aprender muita coisa em três dias. Mas eu aprendi.
E sei que vocês também aprenderam…

 

Luís Peixoto, the Scottish
 

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Tuesday, September 13, 2005

Tempo de reflectir

Porque cada vez mais se inventam conceitos despropositados sobre o amor…

 

“Aquele que conheceu apenas a sua mulher, e a amou, sabe mais de mulheres do que aquele que conheceu mil.”

(Leon Tolstoi)

 

 

Luís Peixoto, the Scottish

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Sunday, September 11, 2005

O golo

Era um fim de tarde de Sábado. Parecia que no Mundo já não havia lugar para a magia, para o talento… De súbito voltou a haver. E o Quaresma marcou golo…

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Friday, September 9, 2005

O mister

Uma tendinite na zona do joelho atirou-me para a bancada por alguns jogos… É a vida.
Mas vou ver o jogo. Com um bloco de notas. E um pacote de Conguitos, que por este andar não chega a Tibães… 
Vai haver um novo Mourinho. Ou então talvez não. Pelo menos um novo Luís Campos.

 

Luís Peixoto, the Scottish

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Thursday, September 8, 2005

Poo Poo TV

Chegamos a Setembro. E isto quer dizer muita coisa. Começam as aulas, vem o tempo frio, há menos gajas desnudas na rua e principalmente, recomeça o cócó televisivo. Voltam os programas de “entretimento” para toda a família (ou não). É a altura de SIC e TVI lutarem entre si pelas audiências, visto que a RTP já desistiu há muito… E para isso, há que recorrer à fórmula mágica dos reality shows. Se uns apostam em mostrar como são as coisas “na trópah!”, outros preferem ensinar-nos a ter “estilo”. Será mesmo? Sempre ouvi dizer que cada um tem estilo à sua maneira e nunca precisamos que nos ensinassem, a própria sociedade encarrega-se disso. E nem quero entrar em questões sobre a sexualidade dos intervenientes, que são livres. Teria mais piada se a SIC e a TVI fossem mulheres e esta luta fosse travada numa piscina de lama, mas não, são televisões e nós é que temos que as comer. Mas felizmente, existe o maravilhoso mundo da televisão por cabo. Os primeiros reality shows tiveram a sua piada, mas sinceramente, acho que todos concordam comigo, já enche…

Dei por mim a pensar que seria bom um programa tipo o “Late Night” ou o “Tonight Show”, mas cheguei à conclusão que para além de não termos nenhum Conan nem nenhum Jay Leno, mais do que isso, não temos pessoas que possam ser convidadas para esse tipo de programas. Ou então temos, mas continua-se a apostar sempre nas mesmas personagens desinteressantes. Mas ao fim de um mês se calhar já não havia mais ninguém para convidar…
Já agora, também faz falta um bom programa de boa comédia. Os “Malucos do Riso” e os “Batanetes” até podem continuar, há quem veja e goste. Está no seu direito. O que era bom era haver mais escolha na TV. Mas lá está, o cabo dá sempre uma ajuda. Dancemos todos o fandango possuídos de alegria, porque a Sic Comédia renovou a grelha com boas séries. Valha-nos isso…

No meio disto tudo, o que me chateia mais é que acho que o Walker já não distribui fruta às 2:30 da manhã na SIC…
O que vale é que o Horácio voltou…

 

Luís Peixoto, the Scottish

Posted by Scottish at 01:04:24 | Permalink | Comments (8)