Sunday, November 27, 2005

Let it snow…

Ponte sobre o rio Liffey, Dublin.
Porque Dublin, numa foto, mostra tudo o que eu quero dizer num texto como este.

Encosto-me na cadeira. Olho pela janela e sinto que é Natal. Mesmo sabendo que ainda é dia 27 de Novembro, sei que já é Natal. E não, não é apenas porque o Braga Parque já se coloriu com luzes e enfeites de Natal. Também não é porque já há pinheiros decorados em muitas casas. Sinto que é Natal, porque o Natal não é o dia 24 nem o dia 25 de Dezembro. Por muito alterado que tenha sido o conceito de Natal ao longo dos anos, muito por culpa da televisão, ainda acredito que há quem saiba o que é o Natal. Até podes nem ser cristão. Tudo bem. Somos amigos na mesma. Importa aqui, saberes o que é o Natal. E não falo daqueles programas lamechas da TV. Não falo das campanhas de solidariedade que só se fazem por esta altura… Muito menos falo dos filmes que dão todos os anos durante a semana que antecede o Natal. O verdadeiro Natal inspira. Não sei bem o que inspira. Mas sei que inspira. Há qualquer coisa lá fora que me diz que é Natal. Se perdesse a noção temporal, era bem provável que descobrisse que já é Natal. Mesmo que não desse o “Sozinho em Casa” ou “O meio tio solteiro” na TV, eu ia adivinhar que era Natal…

Eu sei que estamos todos bem fartos dos “jingles” de Natal. Mas são CD’s como o que estou a ouvir que nos mostram que há músicas que podem ser muito bem exploradas até serem transformadas em novas músicas. Foi numa tarde de “amuanço” colectivo que descobri este CD. Numa das nossas voltas pela Valentim de Carvalho, lá descobrimos este CD no meio de tantos outros. “Deve ser interessante”, pensamos nós. E, como não nadamos em dinheiro, pensamos que seria também interessante fazer uma busca pela Internet sobre este CD. Descobri-o. E “comprei-o”. Mesmo após as muitas alterações que fiz ao conceito de “comprar”. E digo-vos. Merece ser comprado. A senhora é agradável aos olhos. É ainda mais agradável aos ouvidos. E sim, mesmo que Diana Krall não seja propriamente um fenómeno de popularidade, sei que há quem goste. E é para eles que digo. Comprem este CD. Agora é convosco se preferem comprar ou “comprar”.

Lá fora está frio. E não é frio de Janeiro. É frio de Dezembro. Veio mais cedo, mas veio em boa hora. Gosto de muita roupa. Gosto de cachecóis, de luvas, de botas, de frio, de nuvens, de sol, do escuro, do claro, das luzes, das cores, da música, das pessoas, dos livros, dos carros, dos enfeites… Eu gosto, basicamente, do Inverno. Quase que podia ser consieradada uma patologia no DSM (não é assim caro professor?). E digo podia, porque o “normal” é gostar do Verão. Exceptuando as férias, não encontro mais coisas boas no Verão. Ok. Roupas curtas… Não em nós. Nelas. Mas, mais uma vez, eu gosto do Inverno. E nem quero saber se é mais normal gostar do Verão. Porque eu gosto do frio. Gosto de Dezembro. Não podia traír o meu mês.

E depois de tudo o que escrevi, apetece-me dizer:
“Oh the weather outside is frightful
But the fire is so delightful
And since we’ve no place to go
Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow!”

E já agora,
“Have yourself a merry little Christmas”

 

Luís Peixoto, the Scottish

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Saturday, November 26, 2005

Porque é bom recordar

E também porque isto, era televisão de qualidade.

 

Luís Peixoto, the Scottish

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Wednesday, November 23, 2005

O maravilhoso mundo da bolacha

Pensava eu, na minha mais pura inocência, que apesar da constante mudança e evolução no mundo da indústria da bolacha, muitas delas iriam permanecer iguais. Sempre. Pois…

Elas existem de todos os modos. Com chocolate, com baunliha, com morango, com pepitas, com recheio, com cobertura… Algumas indústrias cometem a loucura de colocar bolacha em algumas delas… Eu, solteiro e bom rapaz, na minha mais nobre pureza, pensava que apesar de tudo, algumas “old school cookies” iriam permanecer iguais a si mesmas… Sim, muitas até permanecem. Até hoje, pelo menos. Mas há umas que acompanho com especial carinho desde há muitos anos. Daquelas que estão sempre ao lado da Coca-Cola, dentro do saco que levamos para as visitas de estudo. Daquelas que vão connosco para o Gerês. Ou quem sabe, até mesmo daquelas que vão connosco em viagens pelo Mundo. As visitas de estudo, pelo menos como as conhecia, acabaram. O Gerês, espero nunca acabar. O Mundo, também.

Belgas. É-vos familiar não é? Pois. E, volto a lembrar, falo de bolachas. Não de belgas. Falo de Belgas. Ok, não podem competir com as “Maria”. Essas são “A Bolacha”. Tal como veio ao Mundo. Sem artifícios. Provavelmente, numa luta entre ambas, as “Maria” venceriam logo ao 2º round. Nada de surpreendente. A idade e o prestígio contam. Não me lembro de ver “Belgas” no meio de uma sobremesa qualquer. Mas Maria sim. Essas sim. Mas, voltando ao principal, é com um misto de desilusão e revolta que faço este post. Sim, porque um dia, as bolachas controlarão o Mundo. Mas, até lá, o melhor é irmos comendo. E falo de Belgas. Até porque as belgas que há uns anos encontrámos no Gerês não são para aqui chamadas. Principalmente porque nos valeram uma boa carga de água pelas costas abaixo… Voltando às Belgas propriamente ditas, quero-vos alertar para o facto de elas estarem diferentes. Pelo menos a meu ver. É mais do que sabido, que gosto de me alimentar bem (em quantidade). No entanto, um pacote de Belgas, sempre me satisfez plenamente. Mas hoje, o Mundo mudou. Mudou porque um só não chegou… Eu mudei. Não. As Belgas mudaram… E digo isto porque ainda sou do tempo em que uma Belga inteira não me cabia de uma só vez na boca. Dispensando as piadas de cariz sexual que se podem fazer (e devem estar a fazer) neste momento, digo-vos que a Belga já não me satisfaz. O diâmetro desceu descomunalmente. O preço não sei. Mas provavelmente até subiu. Nunca esperei uma traição deste nível por parte da Artiach (não confundir com a marca de produtos para campismo, também com o mesmo nome), que sempre nos habituou ao seu maravilhoso universo do “snack”. Dou por mim a introduzir a mão dentro de um daqueles sacos de Belgas, e busco incessantemente por mais uma. Mas, por muito que vasculhe, o que encontro é um saco vazio. Porque agora, as Belgas cabem de uma só vez na boca. E não é preciso ter boca de sapo. Dos sapos verdadeiros. Não dos que tocam guitarra.

Faço aqui “mea culpa”. Eu sei que traí as “Maria”. A textura de waffle e a sua consistência, atraíram-me para as Belgas. Mas o primeiro amor é sempre o melhor. E as bolachas “Maria”, estão lá sempre. Sem inventar. A única invenção é nossa. Seja a colocar manteiga ou qualquer coisa comestível que apareça. Proponho, a todos vós, “companheiros amigos palhaços desta vida que é um circo” (José, H.) que façam um boicote às Belgas…

A Maria pelo menos nunca nos trai. Já a Belga, essa sim… E todos sabemos que uma boa Maria é sempre melhor que uma boa Belga… Quer queiramos, quer não. O Mundo da bolacha muda. Mas há bolachas que não…

Recomendo, uma pesquisa no Google.com por “Belgas”. Em imagens. De notar a diversidade de imagens disponibilizada…

 

Luís André Peixoto, the Scottish

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Saturday, November 19, 2005

MAXImo gosto…

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Wednesday, November 9, 2005

Vive o momento. Agora.

Acordo sem pensar. A rotina do despertador é demasiado constante para me deixar pensar. Daria para mais 5 minutos de conforto. Desisto da ideia, antes que isso se transforme em 40 minutos… Dizem que a água é fonte de vida. Concordo. Até porque cada gota que me toca, dá-me mais um bocado de energia para acordar.

Sento-me à mesa. Vejo que o Sol não se quer mostrar. Não faz mal. Sei que ele não vai acabar tão cedo. A televisão mostra-me o mesmo de sempre. Pelo menos há desenhos animados.

Abri a porta. Sinto que o Inverno está perto. O frio parece querer tocar, sem ficar. As expressões fechadas dão conta deste mesmo frio. Mais vale ir a pé. Da maneira que andam os transportes públicos, com sorte encontro um daqui a meia hora… Ainda bem que vim a pé. Porque senti a chuva tocar-me, porque vi o Sol a secar a chuva. Porque vi o Mundo. Tal como ele é… Algo me chama a atenção. A palavra “NOW” surge agora como se nada mais interessasse. Sinto que, tal como a Ephemera, devo viver o momento. Penso na Ephemera. Como será que ela passa o primeiro dia de vida? Primeiro e último. Será que ela ama quanto quer? Ou será que ela pensa sequer que aquele dia é único? Talvez. E é muito mais feliz assim. Sim, porque a Ephemera sabe que, quer queira quer não, aquele é o momento. E tem o dever de amar tudo num dia. Para ela é suficiente.

E para nós? Quantos dias são precisos para aprendermos a amar?

 

Luís Peixoto, the Scottish

Posted by Scottish at 12:24:27 | Permalink | Comments (3)