Golo!!
Gooooooolooooo!!!!! Empatei.
Equipa, falta um golo.
Vamos a isto?
Luís Peixoto, the Scottish
Gooooooolooooo!!!!! Empatei.
Equipa, falta um golo.
Vamos a isto?
Luís Peixoto, the Scottish
O jogo ainda nem sequer está no intervalo. E há tantos golos para marcar…
… És linda;
… Brilhas;
… Só consigo pensar em ti;
… Hoje não te vi;
… Me apetece…
Só por isto.
Luís Peixoto, the Scottish
…Que Chopin te fica tão bem…
Luís Peixoto, the Scottish
Que vontade que eu tenho de ti. Só quero saciar esta loucura que me invade, dia após dia. E mesmo que não o vejas, é bem real. Eu chamo-lhe loucura. Porque só um louco pode gostar disto. E eu gosto. Às vezes penso que não, mas gosto. E tu és a minha loucura. Deixa-os chamarem-me louco, nunca me importunaram muito com isso. Há loucuras que um homem tem que fazer, não as pode deixar fugir. A linha que nos separa da loucura é tão ténue que eu já desisti de ficar do lado de lá. Passei para o lado da loucura. Mata-me a sede, mata-me a fome. Mata-me, mas olha para mim. Fixa-me. Não me parece correcto fugir com o olhar. Também não me parece bem olhar-te directamente nos olhos. Onde estamos? Diz-me. Eu tenho que saber se olho para ti ou não. Tenho que saber se olhas nos meus olhos. Ou se foges com o olhar. Não é disto que é suposto eu ser feito. Dás-me tanto e tão pouco. Eu não sei o que te dou. Tão pouco sei se gostas do que te dou. Mas eu gosto de te ver ao longe. Acho que daqui a muitos anos, vou continuar a gostar de te ver ao longe. Mesmo que prefira ver-te mais perto. Mas deixa lá. Desde que me mostres esse sorriso, nem que seja ao longe, eu vou gostar de ver. Porque independentemente da minha vontade, o teu sorriso é tudo. Já te disse isso? Talvez. Mas posso passar a vida a dizer-to, porque ele é mesmo tudo. Um dia vamos passar na rua, vamos olhar-nos nos olhos, finalmente. E vou pensar “Tás linda…”. Mesmo que não o diga. Tás linda. Como sempre…
Luís Peixoto, the Scottish

Acho que quando somos mais novos, temos um prazer especial em contrariar a maioria. Eu tinha esse gosto quando na escola nos perguntavam de que estação do ano gostávamos mais. Eu via todos a responder “Verão”. Na loucura, havia quem respondesse “Primavera”. Mas eu não. Eu respondia “O Inverno”. E olhava em volta, com orgulho, ao ver que tinha causado surpresa. Pois. Acho que com a idade, começo a ganhar juízo. O que eu gosto é do frio. E só durante uns dias. Porque no fundo, mesmo sabendo que detesto as temperaturas acima dos 35 graus, sei que o Verão é “A Estação”. E é disso que eu tenho saudades. Sinto falta de ter férias. Nas férias vou sentir falta do tempo de aulas. Mas agora, sinto falta das férias. Das grandes, não das de uma semana. Apetece-me jogar à bola das 7 às 9. Só parar quando começar a anoitecer. Quero-me sentar numa esplanada a pensar: “Não se faz nada… Que seca”. Eu quero isso. Porque isso é verão. Porque isso é sentir os amigos mais perto. Eu quero ir à praia. Eu quero ir ao Gerês. Eu quero fazer tudo o que não posso fazer hoje. É verdade! Este ano é ano de Mundial! Eu quero acordar às 2, tomar um banho bem fresco, comer qualquer coisa rápida, ir à rua beber um sumo com os amigos e voltar para casa às 17:45. Para ver futebol. Quero saír à rua e festejar as nossas vitórias. Que vão ser muitas. Quero ir para o Bom Jesus falar do Mundo. De tudo. Quero que me perguntem: “Amanhã, dá para bebermos um copo?”. E eu quero responder: “Dá. Claro que dá. Tamos de férias!”. E quero sentir cada bocadinho de cada sumo que beba. Quero acabar um jogo de futebol e despejar água em cima de mim. Quero sentir o cheiro da relva. Também quero sentir o cheiro da terra molhada. Que só é possível no verão. Ao escrever isto, consigo sentir aquela sensação de liberdade que o verão nos dá. Será isso que nos move? Não sei.
Mas sei que quero o Verão.
Luís Peixoto, the Scottish