Tuesday, September 26, 2006

No surprises

Hoje apetece-me escrever. Dizer que estou cansado, que tenho sono… Ou dizer que ainda agora comecei. Dizer algo basta. Olhar para uma folha em branco e saber que aqui posso ser. Hoje apetece-me ser o Super-Homem. Apanhar os bandidos. Ter poderes. Voar mais alto. Pegar em aviões. Salvar o Mundo. Mas também quero ser o mais reles dos super-heróis, aquele que não tem um uniforme feito à medida, o que não salva o Mundo, o que não tem poderes. Mas que tenta ter. E o que é incrível é que isto tudo me apetece no mesmo dia. Hoje apetece-me sentir-me mais vivo do que nunca. Se pudesse, acho que tentava atravessar uma ponte de 250 metros de altura e de 50 centímetros de largura. Ou ficar preso num elevador mais do que 5 minutos. Isso fazer-me-ia sentir vivo. A sério. Mas ao mesmo tempo não me apetecia muito. Acho que prefiro escrever num blog qualquer. Pode ser no meu… É igual. Hoje, estupidamente, apetece-me subir ao topo da Eiffel. Só para pensar na infinidade de coisas que não conheço. E já agora, dizer lá do topo algo bem alto. Mesmo que ninguém perceba. Mas porque é que isto tudo me apetece num só dia? Deve ser mania minha. Que mania de viver tudo no mesmo dia.

Estou estourado. De cansaço. De sono.
Alguém é capaz de fazer entender a este apressado de que não há pressa rigorosamente nenhuma?

 

Luís Peixoto, the Scottish

Posted by Scottish at 23:31:32 | Permalink | Comments (1) »

Sunday, September 17, 2006

Eu também

I have climbed highest mountains
I have run through the fields
Only to be with you
Only to be with you
I have run
I have crawled
I have scaled these city walls
These city walls
Only to be with you

But I still haven’t found what I’m looking for
But I still haven’t found what I’m looking for

I have kissed honey lips
Felt my healing in her fingertips
It burned like fire
This burning desire

I have spoke with the tongue of angels
I have held the hand of a devil
It was warm in the night
I was cold as a stone

But I still haven’t found what I’m looking for
But I still haven’t found what I’m looking for

I believe in the kingdom come
Then all the colors will bleed into one
Bleed into one
Well, yes I’m still running

You broke the bonds
And you loosed the chains
Carried the cross
Of my shame
Of my shame
You know I believed it

But I still haven’t found what I’m looking for
But I still haven’t found what I’m looking for
But I still haven’t found what I’m looking for

U2 - I Still Haven’t Found What I’m Looking For

 

Merda.
Preferia ouvir a outra.

 

Luís Peixoto, the Scottish

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Thursday, September 14, 2006

Evidências meus amigos, evidências…

 
 
O programa não falha… Não sei… Evidências… E falta ali o David Hasselhoff…
Depois digam que acreditam em coincidências e não sei quê… 
 
 
 
Luís Peixoto, the Scottish 
Posted by Scottish at 14:56:34 | Permalink | Comments (3)

Monday, September 11, 2006

Acho que voltei

 
Eu disse que voltava já…
De cara e alma lavada.
Espero eu…
 
 
Luís Peixoto, the Scottish
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Saturday, September 9, 2006

Volto já.

 
 
E agora, três dias aqui.
 
Até segunda.
 
 
Luís Peixoto, the Scottish 
Posted by Scottish at 13:41:33 | Permalink | Comments (2)

Tuesday, September 5, 2006

Parabéns, puto.

Eu sempre disse que me esqueço de todos os aniversários. Menos do meu (vá lá…). Como tal, esta besta do mundo dos blogs esqueceu-se que o seu muito estimado blog completou um ano de vida no passado dia 15 de Agosto. Se a isto juntar os dois antigos blogs, faz um total de sensivelmente 3 anos. Já é algum tempo a escrever para o Mundo… Do qual eu me orgulho. Já ri e já chorei ao escrever neste cantinho. Vou continuar a rir e a chorar. Dou preferência à primeira opção. Mas nenhuma é opção. Por isso vou continuar a viver e a tentar partilhar com todos vós, que amavelmente têm dispendido tempo útil das vossas vidas para “ouvir” o que eu tenho para dizer.
Por isto, o meu sincero muito obrigado. Guardo-vos cá dentro. Bem perto do peito, que é para não vos perder.

E a ti, meu caro companheiro de momentos felizes e infelizes, parabéns. Tens sido um bom amigo.

 

Luís Peixoto, the Scottish

Posted by Scottish at 20:58:02 | Permalink | Comments (3)

Monday, September 4, 2006

Mover este mail para “Lixo”? Enter.

Acabo de ler um daqueles mails que servem apenas para ocupar espaço. Desta vez, era a chamada de atenção para essa “raça” que pelos vistos, não deve ser humana e que segundo alguns, andam cá em Portugal “a tirar emprego aos portugueses”. Pois. O autor do mail chama-lhes de “filhos da p*** de chineses”. Atenção, não fui eu que omiti as letras “uta” da palavra, mas sim o próprio autor do mail. Não é por pudor que não escrevo… O prezado autor do mail refere que tem conhecimento de dois casos de pessoas que foram a uma loja cujos proprietários são de nacionalidade chinesa (ou coreana ou japonesa, são todos iguais, segundo muita gente) e ao que parece, as suas acompanhantes (a filha de um e a esposa de outro) desapareceram misteriosamente. Não as encontrando, os supostos clientes chamaram a polícia, que supostamente veio a encontrar as supostas pessoas (vejam lá vocês), nas supostas traseiras das supostas lojas, presas com supostas cordas e, la piéce de résistance, com supostas marcas no suposto corpo a sinalizar supostos órgãos vitais que posteriormente seriam supostamente vendidos (o exagero da suposição é propositado). Curiosamente, não ouvi falar de nenhum destes casos em nenhum serviço noticioso. Mas se calhar ando muito distraído.

Posto isto, pergunto a mim mesmo, como o fazem no novo anúncio contra o racismo e a xenofobia. Até onde vai o nosso preconceito?

Infelizmente ainda vai longe…

 

Luís Peixoto, the Scottish

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Sunday, September 3, 2006

O belo por toda a parte.

É incrível como às 04:30 da madrugada é possível aprender alguma coisa com a televisão. Sem sono, via esta madrugada um programa onde se discutia sobre o “Belo e a Consolação”. Encontramos no belo uma forma de consolação? Obviamente, a resposta definitva não foi alcançada, mas algumas ideias serviram para me “incomodar” e começar a pensar nisso. Alguém falava no conceito de “satisfação imediata”. Dizia que hoje em dia, estamos tão habituados a obter a satisfação e o prazer em poucos segundos que já não temos paciência para algo que seja mais difícil de atingir. Concordo. Hoje temos a satisfação à distância de um click no rato do computador ou num comando de TV. Poucos se atrevem a esperar horas para contemplar um nascer ou um pôr do sol. Quase ninguém tem paciência para olhar minutos seguidos para uma cadeia de montanhas apenas para pensar que aquilo é maior do que tudo o que conhecemos. Até na música, muitas vezes não temos paciência para ouvir um CD até ao fim, queremos é ouvir as músicas que são mais conhecidas, o resto que se lixe. Não vejo pessoas a plantarem um jardim de jasmins para quem amam. Não vejo homens que arriscam passar pelo ridículo e terno acto de fazer declarações de amor em público. Nem mulheres. Apenas vejo um grupo de “Lemmings” que caminham na mesma direcção mesmo que não saibam para onde isso os leva. Vão por ali, apenas porque os outros também vão por ali. Porquê? Não sei… Talvez tenhamos demasiado pouco tempo para poder fazer algo diferente.
Na madrugada de segunda para terça da semana passada, após uma noite longa, dei por mim a pensar que era tão tarde que não valia a pena dormir. Felizmente não fui só eu a pensar assim e houve dois infelizes que me acompanharam. Apenas nos apeteceu ver o nascer do sol de um local onde tudo parece diferente. Lá em cima, ninguém… Só nós. A luz do dia que nasce, o som das árvores que parecem acordar para outro dia, os pássaros que se cansaram de dormir há muito… Tudo isto, só ali, naquela hora. Provavelmente poucas são as pessoas que já experimentaram aquilo. Caí de sono às 21 horas de terça. Mas caí com a sensação de que tudo tinha valido a pena. Porque naquele dia, quisemos ser diferentes e quisemos mostrar a nós próprios que nem sempre temos que viver como marionetas de merda que só pensam em cumprir todas as tarefas que lhes propuseram. Às vezes também sabe bem saír da linha que comanda a vida e descobrir que não vem mal nenhum ao mundo se nos deixarmos levar pelo verbo “apetecer”. Ali, apeteceu-me ver o nascer do sol. Quantos de nós estamos dispostos a quebrar as cordas que nos atam a um mundo que por vezes é demasiado real para estarmos preocupados com ele? Não fui melhor nem pior do que ninguém, mas uma coisa eu sei. Naquela hora, consegui contemplar com os meus próprios sentidos algo que poucos quiseram até hoje tentar contemplar. Nem melhor, nem pior do que os outros. Apenas ganhei mais do que os outros.
E quem me dera saber plantar jasmins…

 

Luís Peixoto, the Scottish

Posted by Scottish at 15:39:30 | Permalink | Comments (1) »

Saturday, September 2, 2006

Not today…

Sabem quando queremos escrever tudo o que nos corre na alma mas não conseguimos?

Bem vindos ao meu Sábado, 02 de Setembro de 2006.

 

Luís Peixoto, the Scottish

Posted by Scottish at 16:41:23 | Permalink | No Comments »