Friday, February 23, 2007
Sunday, February 11, 2007
A duzentos…
Escrevo neste momento para tentar enganar o meu corpo. Há aqui qualquer coisa que não está bem e me disse que devo parar.
Deitado na cama, tento estudar… Há exame amanhã e pura e simplesmente, ainda não estudei. Pego no primeiro bloco de diapositivos. Imaginem a menor vontade de estudar. Agora, multipliquem isso por 10. Começo a ficar farto da Psicologia. É tudo muito bonito, mas gosto pouco de trabalhar com material abstracto e imaginário. Isto deve ser mais um daqueles sintomas “véspera de exame”. Espero que seja. Porque à partida tudo deveria estar agora mais calmo.
Cansado depois de dois exaustivos minutos de leitura, pouso a cabeça na almofada e suavemente vou fechando os olhos. Começo a entrar naquela fase em que sabemos que estamos acordados mas que brevemente estamos a dormir. Surge-me um daqueles sonhos típicos, ainda em estado bem consciente. Da forma mais estranha e assustadora (e ainda não sei bem porquê), abro os olhos em pânico, acordado por uma estranha sensação de mau estar. Nunca senti a pulsação desta maneira. Foi daquelas que até nos dificulta a respiração. Daquelas em que não conseguem contar as pulsações por estarem tão rápidas que se indiferenciam umas das outras. Não sei porquê, mas tenho a sensação que nunca tive uma arritmia deste nível… Esta foi em grande. Ainda por cima foi bem longa… Tão longa que não passou por si só. Por isso vim para este cantinho. Pelo menos dá para me acalmar o peito e a alma. Acalmou. Mas não me apaga da memória, ainda que curta, a sensação de ter o coração a rebentar e prestes a saír do peito. Sabem quando olham para o vosso quarto e tudo o que está à volta e começam a pensar se será a última vez que estão a ver aquilo? É mau, acreditem. Nunca é nada de mais. Mas sempre dá para pensar em tudo isso e mais alguma coisa. Interrogo-me porquê. Não há de ser nada de especial. Espero. Começo a achar que não tenho peito para tanto.
Talvez seja tempo de olhar para mim…
Isto se calhar…
Luís Peixoto, the Scottish
Saturday, February 10, 2007
Dois
Chego a casa tarde. Enquanto tiro a roupa que me aquece desde que acordei, olho para o relógio. Diz que são 03:58 da manhã. É tarde. Mas também é cedo… É muito relativo. Não consigo ir dormir sem passar pela tua morada. É virtual, mas vale sempre a pena. Sozinho no quarto, sempre tenho a Norah Jones para me acompanhar. Mas só na música. Hoje levei 15-1 no futebol. Digamos que foi um bom esforço. Hoje não foi definitivamente um bom dia para ganhar. Nem no Euromilhões. Também não joguei… Não fosse a boa companhia dos amigos (dos verdadeiros) e do Cardhú, provavelmente a esta hora estaria já a reservar dois bilhetes de ida para Dublin ou Paris. É que às vezes viver no meio da confusão faz-me confusão. Irrita-me, até… Gosto mais da tranquilidade. E essa está longe de ser conseguida aqui por estes lados. Há demasiado ruído. Nem consigo ouvir a Norah Jones. Parece que tem aquele ruído irritante das gravações mal feitas. Mas não é do CD. O mais espectacular é que me faltam ainda dois exames. O de Psicogeriatria, inclusive (que é também ele, espectacular). Apesar de tudo isto consigo manter a lucidez necessária para ter algumas certezas. São muito poucas, mas uma delas tenho a certeza que tenho a certeza.
É a de saber que mais tarde ou mais cedo, reservo dois (two, dos, due, zwei, deux) bilhetes para Dublin ou Paris. Até pode ser para o Rio. Como quiseres…
Só por uns tempinhos…
Luís Peixoto, the Scottish
Wednesday, February 7, 2007
Sim, é o novo.
