Friday, May 11, 2007

Meu lótus azul

Eu bebi, sem cerimónia o chá
à sombra uma banheira decorada,
num lago de jambu

E dormi, como uma pedra que mata
senti as nossas vidas separadas,
aquário de ostras crú

Ana Lee, Ana Lee
meu lótus azul,
ópio do povo,
jaguar perfumado,
tigre de papel

Ana Lee, Ana Lee
no lótus azul,
nada de novo
poente queimado,
triângulo dourado.

Se ela se põe de vestidinha,
parece logo uma princezinha,
num trono de jasmim.

E ao vir-me,
embora em verde tónico,
no país onde fumam as cigarras,
deixei-a a sonhar por mim.

Gnr - “Ana Lee” 

 

Em repeat por estes dias. Sem parar.

 

 

Luís Peixoto, the Scottish 

Posted by Scottish in 21:53:51
Comments

2 Responses

  1. Monhé says:

    “E ao vir-me,
    embora em verde tónico,
    no país onde fumam as cigarras,
    deixei-a a sonhar por mim.”

    Genial este verso. O mais engraçado é que só muito tarde percebi o que queria esta canção dizer… E tu bale já sabes? :-)

  2. Bale says:

    Ainda não sei. Mas aposto que o Rui Reininho tem uma personalidade hilota.

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