Há momentos na vida em que não conseguimos ficar calados. Não consigo ouvir esta música e ficar calado. Lembra-me sempre a “winding road” que percorremos até aqui. Por causa dela deu-me uma vontade incrível e incontrolável de falar de ti. Não percebo muito disto da escrita, nunca gostei de me agarrar demasiado a regras, quando se colocam vírgulas, pontos ou essas coisas todas. Gosto de escrever o que penso, sem pensar no que escrevo. Entendes? Prefiro dizer em palavras escritas aquilo que corre do meu peito para todos os lados do meu corpo. É que por incrível que pareça, ainda és capaz de me confundir. Lembras-te daqueles momentos em que eu me armo em bom aluno e te digo quanto tirei naquele exame de português? Esquece isso. Essa nota de nada vale para aqui, porque se o exame fosse escrever sobre ti, teria zero. Porque eu sei que vou andar toda a vida a tentar encontrar palavras para ti. E nunca as vou encontrar. O meu blog é para isto mesmo. Para escrever o que bem me apetecer. E enquanto o faço, tento encontrar essas palavras. Mas lá está, nunca as vou encontrar… Desculpa-me por isso. Sabes que eu bem tento. Sabes o que é incómodo? É que eu tenho essas mesmas palavras algures entre o peito e a boca. Mas não te preocupes, elas estão lá guardadas. Só não as encontro. Mas sinto-as. E muito. E sabes o que mais me fascina? É saber que a teimosia que é reconhecida a ambos nos trouxe até aqui. Ainda bem que somos teimosos. Eu não te disse que depois ia ser mais mais fácil? Serve isto para dizer que quero continuar assim durante “milhares e milhares” de anos (e não estou a exagerar…). Para mim és a personificação do “Quem espera sempre alcança…”. E olha que esperei bastante. Mas alcancei muito mais do que esperei…
Hoje apetece-me escrever sobre (e para) ti. Não tenho nada de especial para contar ou para dizer. Só te tenho a dizer porque é que te amo tanto. Porque és única. Sempre foste…
E continuarás a ser até ao fim dos nossos dias… *
* e para lá deles…
Luís Peixoto, the Scottish